sábado, 28 de setembro de 2013

Do Obeso Depressivo ao Magro Feliz

Aos meus 11 anos de idade comecei entrar na famosa puberdade. Então meu corpo começou a dar sinais de mudanças como alteração de voz, pêlos surgindo e etc.. E com essa metamorfose acontecendo veio também um sentimento que até então eu não conseguia entender. Talvez eu não quisesse entender por saber que se tratava do interesse pelo mesmo sexo. Isso me perturbava muito! Quase fiquei louco com a possibilidade de ser gay. Mas não quero escrever sobre esse dilema agora. Deixarei para outra postagem. Quero contar como então comecei e como foi minha experiência em ser um obeso. 


Depois de muitos anos cheguei a conclusão que nessa ocasião eu simplesmente esqueci de mim. Resolvi sorrateiramente e inconscientemente abandonar meu verdadeiro eu e me considerar um ser desprovido de qualquer desejo e opinião. Era melhor se esconder para não ter que enfrentar a família e a sociedade. Afinal de contas eu dependia financeiramente dos meus pais. Como então eu poderia assumir tal condição? Não, isso não era possível. Eu tinha de alguma forma ocultar essa descoberta, que na época foi assustador para mim. 

Uma das maneiras que encontrei foi a dedicação total e exclusiva aos estudos. Até ai nada de mais, já que estudar não é problema mas solução. Virar CDF era um orgulho para as famílias tradicionais. Meus pais sempre viram com bons olhos essa condição.

Outra forma infeliz que encontrei foi se entregar ao deleite da gula. Comecei a ver na comida a resolução dos meus problemas. 



Então comer, comer e comer foi a ação que escolhi para reagir e paliar minha condição. Eu descarrega todas as minhas frustrações em um prato de comida. Toda a minha adolescência passei escondido atrás dos livros, cadernos, canetas e entre diversos e exuberantes pratos de guloseimas. 

Sem se preocupar com nada e com a triste ilusão que isso resolveria todos os meus problemas, fui entre garfos, facas e colheres, me afundando na dieta calórica. Em minhas memórias lembro de certa vez que me empanturrei no almoço e depois no jantar num dia de domingo. No dia seguinte estava eu passando mau. Náuseas e vômitos foram os resultados de tal gulodice. Passei então a não ter controle sobre a fome que eu sentia. Meu estômago já dilatado pedia mais e mais. Uma apetitosa e grande travessa de lasanha era um convite ao prazer. A ansiedade de degustar tal guloseima era irresistível. Limites quando se tratava em comer já não existia. Esse episódio se repetiu por várias vezes. 

Anos foram passando e com eles meu corpo foi ganhando quilos e quilos. A preocupação com a saúde não existia. A gula bastava e saciava todos os meus desejos. Fui subvertido pelo prazer de comer. Aos 21 anos de idade cheguei então a uma realidade que não desejo a ninguém. Com 1,75 mts de altura e com tristes e reais 110 Kgs de peso me vi um adulto frustado e obeso. A depressão tornou-se minha amiga nesses anos de adolescência sucumbida. Desprovido de qualquer vaidade e com auto-estima inexistente fui submetido em viver num corpo obeso.

Perdi grandes oportunidades na adolescência. Deixei de me divertir, deixei de fazer coisas comuns e típicas dessa etapa da vida. Sofri muito pela escolha que segui. Quantas vezes me senti excluído do mundo. Ser praticamente um extra-terrestre diante da sociedade não era fácil.


Meu manequim chegou a ser 52. Nossa, como eu me sentia horrendo. Não era eu. Não sei aonde eu estava. Minha cabeça não correspondia ao corpo que eu morava. Agora consegui mais um problema. Além da homossexualidade eu tinha também a problemática de ser um obeso. Eu via meus irmãos com corpos esguios e levando uma vida de adolescente "normal" e eu ali sem viver nada, sem sentir nada e praticamente preso ao um corpo com sobrepeso e com alma atormentada pelos conflitos existenciais.

Um dia de repente acordei numa manhã com uma angústia terrível. A sensação de morte veio com toda fúria e vigor. Eu tinha dificuldade de respirar e então senti que era hora de tomar alguma atitude. Acredito que fui tomado por um sentimento divino que fez com que eu acordasse para vida. Chegou o tempo de se transformar, de se libertar de todos os desentendimentos da alma. Demorou, mas enfim a felicidade e a vontade de viver tomou contou de mim. Comecei a partir daquele dia uma dieta que qualquer endócrino iria achar maluquice. 

Com miseras  2 duas colheres de arroz, 2 colheres de feijão, carnes magras e leguminosas,  foi o que regeu minha dieta. Sucumbi os pães, açúcares e refrigerantes. Como eu não tinha condições financeiras para frequentar uma academia, comecei a fazer caminhadas e correr de bicicleta. Não foi fácil. Tive vários momentos que a vontade era desistir. Mas graças a Deus segui em frente. 

Em 1 ano perdi 50 Kgs e conquistei o manequim de número 36. Minha força de vontade e o desejo de ser feliz fez com que eu chegasse ao corpo magro e ideal para mim. Dos 110 kgs  que eu tinha passei a ter 60 kgs. Claro que fiquei muito magro. Algumas vozes maldosas da cidade chegaram a soar que eu estava doente. Gente, quanta ignorância. Como se fala por ai: "O povo vê as pingas que tomo, mas não vê os tombos que levo".

A vaidade então tomou contou de mim. Corte de cabelo mais moderno, cremes de beleza, roupas contemporâneas começaram a fazer parte do meu cotidiano. Finalmente eu consegui ser eu mesmo. E o mais importante aconteceu, descobri o mundo, e a homossexualidade já não era mais um problema. Claro que não gritei para o mundo mas se transformou em uma realidade não mais conflitante dentro de mim. O pior inimigo que podemos ter somos nós mesmos. É tão fácil enfrentar um oponente e tão difícil lutar contra nosso próprio ser. Mas eu venci com toda glória e louros que mereço. 


Passei de uma adolescência depressiva, conflitante e obesa para uma vida adulta, saudável e feliz. Se esconder seja por qualquer motivo não vale a pena. Deixar a infelicidade como protagonista e dizer não à vida é inegavelmente um erro. Hoje conto para as pessoas de meu convívio essa minha história, mas poucos acreditam. Mas é a mais pura verdade. Digo com orgulho e prazer essa minha experiência para que outros não venham passar pelo que passei. Aprendi com a vida e com os erros. Só digo uma coisa para vocês: hoje eu só quero da vida é simplesmente amar, amar e ser feliz.

Beijos para todos!

domingo, 22 de setembro de 2013

Liberdade da alma


Acredita-se que estamos libertos do nosso físico quando deixarmos de existir. Então as correntes são quebradas e nos tornamos uma energia totalmente livre. Não necessitaremos mais de alimentos, do ar, da água, do dinheiro, pois nada disso fará mais sentindo. Estaremos libertos da sensação de frio, de calor, de raiva, de alegria. Teremos somente o alívio e a paz do mundo espiritual. Acho até que esse conceito espírita é muito válido. Esquecer das coisas mundanas e passar a viver no mundo astral de luz. 

Mas enquanto estamos fazendo parte da Terra temos que conviver com paradoxos e conflitos existenciais. E um deles é inegavelmente as correntes de nossa alma. Enquanto fomos "condenados" a viver em corpos físicos, nossas almas são obrigadas ao confinamento, presas em correntes da sociedade.

Correntes essas que não nos deixam mostrar quem verdadeiramente somos. Ficamos impedidos muitas vezes de mostrar nossas emoções e sentimentos. Como um castigo elas machucam e ferem levando a obrigatoriedade de seguir o que a sociedade nos impõem. As escolhas que temos são limitadas e padronizadas conforme conceitos da religião e das leis da coletividade. O grito do verdadeiro eu constantemente é abafado pelo som pesado da hipocrisia humana.

E com isso ficamos sem a nossa liberdade. O conceito liberdade não está só no direito de ir e vir. Mas está também na quebra das correntes impostas para que possamos amar como, quem e quando quisermos. Vestir o que é mais confortável ou mais bonito sem preocupação com modismos. Gritar, cantar para mundo nossa felicidade. Sentir e dar prazer sem a culpa ou a neurose que estamos praticando um ato ilícito. Despir-se de toda hipocrisia e falsidade. Ter o direito de ficamos momentaneamente um "maluco beleza". Sermos uma espécie de pacientes diagnosticados com transtornos psiquiátricos. Sem a necessidade de controles psicofármacos, mas com o único e principal propósito de alcançar a plena felicidade.



Eu talvez não seja compreendido por muitos. Alguns leitores podem até achar que estou ficando doido ou coisa assim. Mas na verdade somos sentenciados, acorrentados para vivermos harmoniosamente dentro da sociedade. Seguindo corretamente aos padrões incontestáveis. Não respeitando nossas opiniões individuais e nem nossos gostos, ela, a coletividade se torna feliz com a nossa infelicidade. 

Viver no mundo de Alice no país das maravilhas, ser um Peter Pan no mundo do Nunca com a único objetivo de vencer o capitão gancho, seria um sonho. Faz parte do imaginário que nos traz a delícia de ser criança. Como é bom ser criança. Se eu soubesse que ser adulto era complicado eu não torceria, na época, para chegar a vida adulta tão depressa. Estaria eu livre das correntes, e brincar e se divertir seria minha única preocupação. 

A chave para nos libertar do cadeado que segura as correntes foi jogada ao vento. Está solta e perdida no mundo. Precisamos ser hábil, corajoso e talvez sortudo para encontra-la. Mas não temos só essa possibilidade de sermos libertados. Possuímos um grande poder de dizer: Chega, quero ser feliz! Dita com todo fervor e com convicção nos libera de todo castigo, de toda prisão. Mas se o medo e o conformismo nos tomar seremos sempre vítimas, restando apenas a espera de um dia nos transformar em energia livre no mundo espiritual.

Educação e gentileza



Essa semana refleti muito sobre que assunto falar em meu blog. Não veio nada em mente. Esforcei meus neurônios à procurar de um assunto interessante. Mas que coisa, fiquei até irritado e chateado. Não vinha nada na cabeça. Será que as idéias sumiram? Será que estarei eu, simples e iniciante blogueiro, já tão cedo sem tópicos para postar. Ora essa, pensei. Não é possível! Procurei, Procurei, Procurei, e de repente, Eureka, como dizia nosso matemático Arquimedes. Achei um tema que seria interessantíssimo dissertar. Por que não falarmos sobre a educação ou mais precisamente sobre a falta dela.

Como na figura que inicia esse texto: Desculpa, licença, por favor, muito obrigado, são palavras que raramente escutamos. Não sei se estou ficando velho e ultrapassado, mas a juventude hoje não sabe mais dizer essas palavras. 

Eu fui criado numa família com princípios de educação e gentileza. Não sei até hoje pedir um favor a alguém sem dizer obrigado. Chegar ao trabalho e não cumprimentar as pessoas que lá estão sem um "Bom dia". São coisas básicas de respeito, gentileza e educação que estão faltando em nossa sociedade. Não sei bem se só a juventude aboliu esses termos da sua educação. Já fui muitas vezes testemunha e vítima da falta de educação de pessoas mais velhas que eu. Isto prova que nossa sociedade está cada vez mais esquecendo dos princípios e regras em se viver harmoniosamente.

Vejam vocês, que ironia, eu mesmo ao ler esse texto sinto-me arcaico. Fico eu aqui expondo e refletindo sobre esse assunto, talvez monótono e sem importância para a maioria dos indivíduos que não estão nem um pouco preocupados com as gentilezas cotidianas. 

Hoje em dia, estamos dando ênfase aos numerários, ao trabalho, a pressa, sem se importar com ser humano, com os sentimentos do próximo. Vejo cenas lastimáveis no dia-a-dia que resumem tudo que estou dizendo. Não é só a falta da falta de cumprimentos mas também da falta de gentileza. Quando não deixamos um(a) idoso(a) sentar no ônibus lotado, passamos na frente na filas sem querer saber de quem era a vez, não respeitamos as leis de trânsito e passamos no sinal vermelho ou não aguardamos o pedestre passar na faixa, enfim, poderia eu aqui ficar citando infinitamente exemplos de comportamentos mau educados que acontecem tristemente no nosso cotidiano.

Onde iremos parar ? Já li muitos artigos e já assisti vários debates sobre esse assunto. Os entendidos afirmam fielmente que o problema todo está na educação familiar. As bases familiares estão sofrendo um desmoronamento em seus alicerces. Talvez pela falta de tempo em que os pais tem para educar seus filhos. Hoje em dia o pai e a mãe tem que trabalharem para sustarem a família, restando pouco tempo para se educar. Eles por sua vez acham que a responsabilidade de educar seria da escola. Mas até onde eu sei escola serve para ensinar os conhecimentos e não para se educar. Como meus professores já diziam: "Educação vem de casa". E é uma verdade. Verdade está que as famílias hoje não querem ou não podem enxergar. Se o conceito "família" está se extinguindo, qual será o futuro? 

A frieza e o não respeito será tão normal que iremos esquecer de vez a educação e a gentileza. Serão coisas que ficaram fazendo parte de um passado. Esse é o meu medo. Não fui criado para fazer parte desse mundo que está se formando. Talvez eu comece a me sentir um ET no meio dessa nova sociedade, ou simplesmente ficarei conformado. Não, não, não sou tão moderno assim. Tenho certeza estarei sempre a indagar e a procurar pessoas que assim como eu são adeptos dos velhos e bons costumes.

Um maravilhoso domingo à todos!

Abraços!

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

O mar da morte.


Às vezes sinto-me mergulhado no mar escuro e sombrio da tristeza. Com ondas que querem me afogar a qualquer custo. Sem dó e sem piedade. Meu coração está apertado. Batendo com dificuldade. Minha respiração parece não funcionar. O sufocamento parece inevitável. As águas sujas invadem meu corpo trazendo a morte súbita.

Derradeira morte, é a única certeza que temos. Nosso fim nesse mundo é questão de tempo. Temos a morte do corpo, onde a nossa alma se desprende e vai viver em outro mundo. Mas temos também a morte em vida. A gente se esquecer de viver. 

Nada mais parece ter importância. Chorar e morrer aos poucos parecem a única solução. Tristeza, depressão, choro, solidão estão inseridos nesse mar que toma conta do meu ser. Isso parece não ter fim. Mas sei que um dia o fim é certo. E quando isso acontecer espero que minha alma tenha a felicidade eterna. Momentos felizes fazem parte de nossa vida. Não existe felicidade para sempre nesse mundo. Apenas momentos felizes. Nossas fantasias nos levam a um prazer talvez satisfatório. Mas a vida faz desmoronar nosso castelo de fantasias, trazendo a realidade crua.

Cruel e avassaladora ela, a vida, nos traz dissabores. Cabe a nós sabermos lidar com ela e transforma-la em uma forma de inspiração e bem viver. É difícil. Mas necessário para viver bem.

Tento momentaneamente nadar e fugir das ondas tristonhas. Mas perco a força rápido. Então sou envolvido e sufocado por sentimentos trágicos e depressivos. Sinto-me vazio, um nada. Um ser desprovido de qualquer felicidade. A escuridão envolve minha alma e meu corpo. Os meus olhos se fecham. Enxergar já não é mais possível. As trevas então se torna minha morada. É o fim!!!!!!!!!!!

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

O silêncio, a indiferença


Já ouviram aquela frase "antes um tapa do que o silêncio"? Ser indiferente e calar-se, com certeza é um dos maiores ou piores maldades que podemos aplicar ao alheio. Digo isso, porque já tive essa experiência, e posso dizer que não foi nada agradável.

Ter o silêncio como resposta no seu cotidiano é tornar a outra pessoa um nada, um ser desprezível.  O indivíduo que a pratica, torna-se irredutível e não se permite sequer ecoar um som de uma onomatopeia. Sentenciar a si próprio, introduzindo um fecho éclair imaginário nos lábios, bloqueando qualquer som que possa ser escutado pela pessoa a ser ferida.

E realmente fere-se, machuca-se. Um tapa talvez não abririam feridas tão profundas como o silêncio pode causar. A indiferença obstinada por motivos que não se justificam transforma qualquer relação em nada. Não há esparadrapo na alma que possa curar tal ato absurdo.

Sei que muitos vão dizer que vale mais o silêncio do que a discussão. Mas temos que ter o discernimento com as palavras. Por que as palavras são mágicas e depois que soltamos não tem como voltar à trás. E elas também ferem. 

A arte da taciturnidade, praticada regularmente, torna-se difícil qualquer relação. Praticamente impossível de conviver. Onde não há diálogo, não pode haver convívio.

Digo com propriedade, por que minha querida mãe é praticante dessa sinistra "arte". Não consigo falar de minha mãe sem esses episódios de silêncio. 

Quando minha mãe era tomada pela ira, fosse por qualquer motivo, silenciar era sua resposta. E permanecia assim por dias e meses. Lembro com muita lucidez que o tempo passava e aquele silêncio permanecia. 

Ela conseguia deixar um mau estar tão grande que todos em casa eram atingidos. Não escapava ninguém. Meu pai, meus irmãos, todos eram vitimas do seu silêncio. Da minha infância até o início da minha vida adulta fui praticamente obrigado a conviver com isso. Não sabe ela como me magoou muito. A indiferença da minha mãe me atingiu de maneira exorbitante. Acho até que eu deveria procurar uma terapia para me livrar desse trauma.

Exageros da minha parte? Talvez! Não sei bem! Só um terapeuta pode me dizer. Hoje eu escrevo com tranquilidade sobre o tema. Sobriedade e bom senso me tomam ao escrever. Graças a Deus, não herdei essa atitude silenciosa da minha progenitora. Exemplos mau dados não devem ser seguidos por ninguém, mesmo que eles venham dos nossos pais. 

Quero um dia poder esquecer esse episódio da minha vida. Fatos derradeiros que não agregam valores e só trazem o sofrimento devem ser esquecidos. Como eu disse para um amigo recentemente: "águas passadas não movem moinhos".

Uma bom dia a todos!!!!

Abraços

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Máscaras humanas: adereços imaginários


Confesso que estou empolgado com a criação do meu blog. Sinto aquela coceira no cérebro e nos dedos em criar posts diários. Um vício excitante e inegavelmente prazeroso em tornar público e compartilhar meus pensamentos e meu jeito de ser. Estou apaixonado e agarrado com meu blog. Fora a grande oportunidade de conhecer pessoas interessantes e inteligentes que com glamour e gentileza adicionam comentários. 

Bem, hoje vou dissertar sobre uma grande realidade e complexo fato: nossas máscaras. Não quero aqui julgar e ser pretensioso mediante ao assunto, mas apenas expor meus pensamentos e talvez até delírios.

Como um teatro, um palco somos muitas vezes obrigados a usa-las. Seja com a triste finalidade de esconder nossos sentimentos ou até mesmo para salvar certos momentos e situações. 

As máscaras disfarçam talvez nossas decepções emocionais quando não se quer demonstrar. Bloqueiam nossas feições expressivas interpretadas como julgamentos à comentários infelizes. Mesmo que expressar as nossas opiniões verbalmente seja o mais correto, a máscara é mais viável para determinadas situações cotidianas. Evitando problemas com o chefe no trabalho, com familiares e etc...

Não estou defendendo a falsidade, apenas estou esclarecendo e expondo a maravilhosa versatilidade do ser humano em se esconder e de interpretar personagens da realidade com o uso desse adereço imaginário. Ter duas ou mais faces não significa ser menos confiável. Eu até mesmo ouso em dizer que elas, escondem nosso verdadeiro ser. A obrigatoriedade se faz, quando queremos não sair do armário por exemplo, por motivo familiares ou por situações onde a complexidade da verdade causaria transtornos não imagináveis.

Seu uso também esta interligado a necessidade de ousar quando não temos coragem de executar com a cara limpa. Colocamos a máscara, vamos dizer, de cara de pau, e vamos em frente. Se faz necessário para conseguir nossos objetivos de maneira mais honesta possível. Às vezes por uma bobagem qualquer que nem sempre à necessidade, mas temos "vergonha" de usar nossos próprios rostos.


É claro que tem aqueles que fazem o uso constante de falsas máscaras diariamente. Essas sim, chama-las de falsas não seria injusto, de camaleões enganadores, que querem nos ludibriar. Por vantagens e por interesses escusos podem enganar aqueles que de certa forma não conseguem ver o verdadeiro por trás da máscara.

Enfim, posso afirmar que elas se fazem necessário em nossa vida. Quem nunca usou? Será que temos coragem suficiente para sermos nós mesmos em todas as situações da vida? Correr o risco, talvez, de se indispor com as pessoas, sem necessidade aparente, por causar de uma expressão facial que não conseguiu conter? Acho que não há porque.

Deixo aqui cair minha máscara e demonstrar sem medo, minhas opiniões no meu blog.

Boa noite a todos!!!!!!

domingo, 8 de setembro de 2013

Eu te amo? Será?


Hoje em dia eu escuto muitos dizerem: Eu te amo! Ah, eu te adoro! Enfim, essas frases que fazem a gente se derreter e ficar vulnerável a qualquer tipo de vontade alheia.

O problema todo é que poucos sabem o significado dessas frases, e dizem isso a qualquer um e ao vento. Como se fosse banal e comum, muitas vezes torna-se até um pouco deboche ou falsidade por parte de quem às empregam.

Eu já tive exemplos em minha vida. A falsidade está presente na maioria das vezes. Ora querendo um favor, ora querendo mais cedo ou mais tarde apunhalar pelas costas.

Meu olhar volta-se para a seriedade das palavras. Digo, "eu te amo", para muitas poucas pessoas. Com sinceridade e com todo o sentimento que tenho, pronuncio para expressar minhas emoções e merecimento da pessoa que as ouve.

Amar é muito mais que dizer. É se dar e se doar. É sentir o coração bater na garganta ao ver a pessoa amada. É sentir falta nas ausências. Dar carinho sem pedir nada troca. É perdoar e ser perdoado. É ser feliz, ser amado. Sofrer como sofrimento do amado(a), como se quiséssemos e pudéssemos transferir o sofrimento da pessoa amada para nós. 

Quem ama não desiste nunca. Por mais sofrimento isso possa causar. O amor torna-se teimoso e não desgruda do coração. Digo isso por que já passei muitas vezes pelo amor e sei que é um sentimento totalmente puro e lindo. 

Como se diz um poema de nosso glorioso Mario Quintana:


"Nunca diga te amo se não te interessa.
Nunca fale sobre sentimentos se estes não existem.

Nunca toque numa vida se não pretende romper um coração.
Nunca olhe nos olhos de alguém se não quiser tê-lo se derramar em lágrimas por causa de ti.

A coisa mais cruel que alguém pode fazer é permitir que alguém se apaixone por você quando não pretende fazer o mesmo."


Vamos sentir verdadeiramente o amor. Vale a pena ter sentimentos nobres por quem merece. Dizer por dizer não é justo e não cabe a pessoas que não o sentem com honestidade.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Amigos para sempre

Sinto-me carente de amigos. Não sei se é o destino ou problemas com minha personalidade. Fico muitas vezes refletindo sobre esse assunto: a falta deles, os amigos.

Fazendo uma retrospectiva da minha vida lembro que passaram-se poucas amizades, que dá para contar a quantidade com os dedos de uma das mãos. Sinceramente, fico até depressivo em pensar que existe ausência deles em minha vida. 

No auge dos meus 37 anos, chego a conclusão que não sou muito bom em fazer amigos. Sei lá! Acho que as pessoas me acham arrogante, feio, pouco comunicativo. Não sei definir o adjetivo mais correto. Só sei que os poucos que tive ainda ficaram lá atrás, em um tempo distante do meu passado.

Escuto muitas músicas antigas e lembro deles sabem! Sou muito saudosista. Cher, Christina Aguilera, Whitney Houston, Madonna, enfim, musas da música, trazem lembranças muito boas. Uma coisa é certa, eu tenho gosto bom para melodias. Não acham? (risos).

Mas voltando ao assunto em pauta, tento suprir essa falta na Internet. Meus computadores são hoje meus amigos. São com eles que eu desabafo. São em suas HDs que guardam com carinho, muitas lembranças. E são em páginas, blogs e redes sociais que vejo fotos dessas pessoas que hoje estão distantes em minha vida.

Alguns eu até adiciono em minha página, mas sinto que hoje não passam de "amigos virtuais". É tão fácil se tornar um deles. Um clique em "adicionar" e pronto, já estão fazendo parte de sua página, mas não exatamente de sua vida.

Hoje é assim. Temos milhares de adeptos das redes sociais como amigos e poucos fazem parte de sua vida. Até os gestos carinhosos são virtuais. Beijos, abraços, aperto de mão, enfim, tudo virtual. Sem contato físico é tão frio.

Sinto falta mesmo de amizades verdadeiras. Amigos para sempre fora da rede.  Lembrei agora da música "AMIGOS PARA SEMPRE", tema das Olimpíadas de 1992 em Barcelona. Que saudades!


Muitas pessoas dizem que não existem amigos verdadeiros. Isso é balela. Amigo é o dinheiro. Mas no meu intimo sei que é uma calúnia e até pecado pensar assim. Sei que é difícil ter amizades sem algum interesse oculto, mas ainda acredito na humanidade. Ainda acredito que posso tê-los em minha vida.

Sem interesse e falsidade. Nas horas boas e ruins. Quando mais precisamos de uma palavra amiga. Lá estão eles. Prontos para ajudar e proporcionar afagos de amizades. Quero um dia poder trocar novamente minhas angústias e minhas alegrias com eles. Sem eles perdemos um grande tesouro da vida. 

Vocês podem não acreditar mas nem quando eu faço aniversário o telefone toca para me cumprimentar. É triste sabe. Eu fico o dia todo, com a triste ilusão que alguém vai lembrar de mim. Mas nada acontece.

Mas tenho certeza que um dia isso vai mudar. Só tempo para nos mostrar que ainda vale a pena tentar. Os amigos virão. Pode ser que demore um pouco ainda. Mas Deus vai preparar o melhor para mim. A amizade eterna! (choro) 

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Falta de cultura ou burrice tecnológica!


Hoje vejo muitas coisas engraçadas acontecendo. Principalmente no meio das redes sociais. Não sei o que acontece. Como eu disse no título desse texto, será falta de cultura ou burrice tecnológica. Vejo as pessoas postarem nas redes sociais cada tolice. Algumas coisas sem pé e sem cabeça. Nada em que se vá tirar algum proveito. Não sei sabe. Fico muitas vezes decepcionado com essas nova onde de "redes sociais".

Não quero ser soberbo, mas na minha rede tenho jornais de nome, revistas conceituadas trazendo notícias do Brasil e do mundo. E sempre faço comentários sobre o assunto em questão. Mas vejo que a maioria dos internautas adicionados na rede, fazem de indiferente aos assuntos. Não leem, não dão joinha, não compartilham, não fazem nada. Isso quer dizer que as postagem, vamos dizer que corretas, são de pornografia e de pegadinhas sem graças? Vejam só. O que isso vai trazer de beneficio na vida? Meu Deus!! 

As pessoas tem que terem consciência que rede social é um novo veículo de compartilhamento de informações importante e de exposição de criticas e de aconselhamentos. Juntos podemos opinar sobre assuntos importantes para a sociedade. Podemos mudar a sociedade com essas informações.

Mas não, não é isso que os "internautas" querem. Nem dão importância para isso. Não quero ser chato, mas acredito que muitos não possuem conhecimentos básicos para leitura e escrita. Olha a ironia da situação. Sabem manusear um PC, mas não sabem a própria língua. Isso é inaceitável!

Medo de envelhecer



O natural da vida é o envelhecimento. Medo dos 30, dos 40, dos 50, todos nós tínhamos e temos. Confesso que hoje tenho 37 anos e tenho medo dos 40. Ooooohhhhh meu Deus!!! O medo não é só envelhecer. Mas um conjunto de paranoias mentais. Indagações como: O que eu vou fazer da vida? O que me espera? Que rumo tomar? Será que vou morrer? Olha, tudo isso nos tormenta.

Mas isso é a vida. Vamos viver sem se preocupar com esteriótipos padronizados, achismos alheios, preocupações muitas vezes infundáveis. Vamos simplesmente viver! Respirar! Achar graça das pequenas coisas da vida.

Amar e deixar amar. Viver cada instante. Se sentir especial a todo momento. Sim, especial. Por que somos especiais. Somos lindos e maravilhosos. Afinal Deus nos fez sua imagem e semelhança.

Por que sofrer??? Cada idade nossa tem sua beleza natural. Saber dar valor em nossas rugas, em nossos cabelos brancos, é sabedoria. Sinto-me mais forte e cada vez mais preparado para as intempéries da vida. Chorar, gritar, desesperar-se vai ser vão. Faço tudo isso às vezes. É uma maneira de desabafar! Logo passa. E tudo volta a normalidade. 

É óbvio que tenho minha vaidade. O que custa uma tinta no cabelos e um creme no rosto para ajudar na aparência. Gente, envelhecer é uma coisa. Agora ser desleixado é outra. (risos)

Saber a hora certa dos acontecimentos da vida. Ter um olhar mais crítico e mais sábio das notícias. Sermos menos indiferentes as injustiças e mais brando nas opiniões. Enfim, com o passar da idade assimilamos várias adjetivos e novos conceitos. Sem aquela voracidade da juventude, mas com a paciência e a sabedoria da maturidade.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Juventude e Maturidade



A ansiedade e a pressa são nossos acompanhantes em nossa juventude. A fome de acontecimentos com rapidez é fato. É tão engraçado que vemos isso acontecer não somente conosco, mas com a maioria dos pessoas quando se é jovem. 

Com a maturidade, de maneira quase imperceptível, a paciência,a coerência e o bom senso começam a fazer parte de nossas características. 

Acredito que seja normal que façamos essa transição entre a juventude ansiosa e a maturidade paciente. O tempo nos transforma. Começamos a lembrar que tudo na vida acontece com o tempo. Até mesmo para nascermos levamos 9 meses. 

Entre essa passagem de maturidade escolhemos, aliás temos o livre arbítrio, para escolher entre o bem ou o mal. Posso dizer com toda a convicção que não somos totalmente do bem e nem totalmente do mal. Estamos sempre pairando entre eles. É claro, que fazemos um esforço para seguimos a luz. Mas somos seres humanos. E humanos erram. Se não erramos não seríamos mais humanos.

E é graças ao tropeços errôneos que crescemos, que aprendemos, que levantamos e seguimos em frente. Como uma criança que cai nos seus primeiros passos para poder aprender a andar, nós somos adultos que erramos, "caímos", na vida e aprendemos sempre.

A vida não teria graça sem os erros, sem conhecimentos, sem maturidade. Caminhar, às vezes por caminhos tortos, é necessário. Espinhos e pedras nos deixam calos. Mas com sorriso, amizades, amor e paciência, passamos por todos os per causos da vida.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Homofobia????????? Existe no Brasil????????



Acreditar que no Brasil não existe homofobia, é uma utopia! Claro, que existe. Vejam o quadro "Vai fazer o que?" do Fantástico. Foi ótimo! Percebam que as pessoas olham sem parar. Umas surpresas mas outras olham com reprovação. 

Um Pais que já sofreu com a Escravidão, com a falta de direito das mulheres, não deveria estar renegando ou mau tratando os homossexuais. Onde está o direito de cada um ser o que quiser? Fazer o que quer sem agredir as pessoas. Os homossexuais não estão agredindo ninguém, apenas estão fazendo valer os seus direitos. O direito a amar e ser amado, de demonstrar todo carinho mútuo. 

Será que a violência, aos olhos de alguns, seria mais comum? Será que a cena de um casal de gay fosse substituída por pancadaria, seria mais "aceitável"?

Recriminar, mesmo em silêncio, apenas com olhar, já entendo com uma forma de violência. Violência contra o ser humano, contra o direito de igualdade, contra a humanidade.

Vamos amar e deixar amar. Vamos viver a vida. Vamos ser felizes!!!

domingo, 1 de setembro de 2013

Apresentação



Olá pessoal! Estou eu aqui, simples escritor, apresentando meu blog. Estarei utilizando esse veículo de comunicação para expor, de maneira clara e objetiva, minhas opiniões sobre assunto pautados na impressa em geral. Talvez eu queira apenas um espaço para extravasar minhas emoções que muitas vezes ficam contidas em mim. Saber opinar é uma dádiva que todos deveriam ter. Infelizmente em nosso Brasil, poucos possuem conhecimentos suficiente para tal façanha. Bom, hoje eu termino por aqui. Uma boa noite para todos!