domingo, 8 de setembro de 2013

Eu te amo? Será?


Hoje em dia eu escuto muitos dizerem: Eu te amo! Ah, eu te adoro! Enfim, essas frases que fazem a gente se derreter e ficar vulnerável a qualquer tipo de vontade alheia.

O problema todo é que poucos sabem o significado dessas frases, e dizem isso a qualquer um e ao vento. Como se fosse banal e comum, muitas vezes torna-se até um pouco deboche ou falsidade por parte de quem às empregam.

Eu já tive exemplos em minha vida. A falsidade está presente na maioria das vezes. Ora querendo um favor, ora querendo mais cedo ou mais tarde apunhalar pelas costas.

Meu olhar volta-se para a seriedade das palavras. Digo, "eu te amo", para muitas poucas pessoas. Com sinceridade e com todo o sentimento que tenho, pronuncio para expressar minhas emoções e merecimento da pessoa que as ouve.

Amar é muito mais que dizer. É se dar e se doar. É sentir o coração bater na garganta ao ver a pessoa amada. É sentir falta nas ausências. Dar carinho sem pedir nada troca. É perdoar e ser perdoado. É ser feliz, ser amado. Sofrer como sofrimento do amado(a), como se quiséssemos e pudéssemos transferir o sofrimento da pessoa amada para nós. 

Quem ama não desiste nunca. Por mais sofrimento isso possa causar. O amor torna-se teimoso e não desgruda do coração. Digo isso por que já passei muitas vezes pelo amor e sei que é um sentimento totalmente puro e lindo. 

Como se diz um poema de nosso glorioso Mario Quintana:


"Nunca diga te amo se não te interessa.
Nunca fale sobre sentimentos se estes não existem.

Nunca toque numa vida se não pretende romper um coração.
Nunca olhe nos olhos de alguém se não quiser tê-lo se derramar em lágrimas por causa de ti.

A coisa mais cruel que alguém pode fazer é permitir que alguém se apaixone por você quando não pretende fazer o mesmo."


Vamos sentir verdadeiramente o amor. Vale a pena ter sentimentos nobres por quem merece. Dizer por dizer não é justo e não cabe a pessoas que não o sentem com honestidade.